Em Cenas (Ao Vivo)
2026Projeto autoral centrado no forró instrumental.
Mestre da Mestraria
Da tradição francesa do violino de jazz à linguagem viva da música brasileira.
Formado na música clássica e no jazz europeu, Nicolas chegou ao Brasil em 2001 e encontrou no choro, no samba e no forró uma nova língua para seu instrumento. Hoje, transforma essa travessia em um caminho para outros violinistas.

Nicolas chegou ao Brasil com anos de formação, domínio técnico e experiência no jazz. Mas precisou aprender outra maneira de ouvir. Nas rodas de choro, nas rodas de samba e nos bailes de forró, e no encontro com músicos brasileiros, seu violino adquiriu novos acentos, novos movimentos e uma nova voz.

Nascido em 1969 na região metropolitana de Paris, Nicolas estudou música clássica durante 13 anos. Depois, aproximou-se do jazz e desenvolveu uma trajetória profissional na Europa, convivendo com uma escola de violino marcada por improvisação, rigor e liberdade.
2001
Os ritmos brasileiros já o acompanhavam na França. Em 2001, Nicolas veio conhecê-los de perto. No Rio de Janeiro, aproximou-se das rodas de choro da Lapa e encontrou uma música que exigia muito mais do que leitura e técnica: exigia convivência, escuta e presença.
Em uma roda no bar Semente, tocou “1x0”, de Pixinguinha, ao lado de Yamandu Costa. A partir daquele encontro, começou a construir no Brasil uma nova vida musical.
Trajetória
Não um currículo, mas uma travessia — do papel ao som, da técnica à liberdade.
1969
Em Maisons-Alfort, na região metropolitana de Paris.
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Treze anos de estudo dentro da tradição da música clássica.
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Aproximação do jazz e da improvisação na escola europeia de violino.
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Trajetória ao lado de músicos como Petrucciani, Lockwood, Courtois e Hardy.
2001
Movido pela paixão pelos ritmos brasileiros que conheceu na França.
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Encontro com a música brasileira por convivência, escuta e presença.
2004
Primeiro registro da nova vida musical no Brasil.
2006
Continuidade da pesquisa dentro da música brasileira.
2008
Criação do Cordestinos: o encontro do violino com a rabeca no universo do forró.
2009
Trabalho dedicado à obra de João Bosco.
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“Fé na Festa” e “Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmos”, ao longo de quatro anos.
2012
Com Yamandu Costa e Guto Wirtti.
2013
Continuação do projeto Cordestinos, com repertório majoritariamente autoral.
2016
Encontro entre violino e sanfona que atravessa choro, samba e forró.
2017
Síntese de uma trajetória já profundamente brasileira.
2021
Leitura instrumental da obra de Gilberto Gil.
2026
Projeto autoral centrado no forró instrumental.
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Criação da metodologia LabViolino, hoje a Especialização em Violino Brasileiro na Mestraria.
Ao longo de sua trajetória no Brasil, Nicolas colocou seu violino em diálogo com algumas das vozes, cordas e linguagens mais importantes da nossa música.
Na relação com a sanfona, o baixo e a percussão, Nicolas construiu uma linguagem que combina a liberdade do improviso, o rigor do instrumentista e a força rítmica da música nordestina.
Discografia
A discografia como mapa da travessia entre a França, o Rio e o Nordeste.

Além do palco
Ele conhece a disciplina da formação clássica. Conhece a lógica da partitura. Conhece a improvisação do jazz. E conhece o desconforto de entrar em uma música cujo sotaque não pode ser aprendido apenas no papel.
É por isso que consegue compreender o violinista que toca bem, estuda há anos e ainda trava quando precisa criar, acompanhar ou responder em tempo real.
Não ensino apenas o que aprendi. Ensino o caminho que precisei percorrer para transformar uma linguagem em outra.
Uma formação para transformar leitura, técnica e conhecimento em escuta, linguagem e liberdade.
Perceber o ritmo, os acentos, a forma e a intenção.
Levar ao instrumento aquilo que foi escutado.
Compreender por que uma ideia funciona e em que contexto utilizá-la.
Interpretar, variar, acompanhar e improvisar com propriedade.
Antes de procurar a resposta no papel, o aluno aprende a reconhecer o que a música está dizendo.
O sotaque de cada estilo nasce nos acentos, nas durações, nas antecipações e na relação com o pulso.
O arco deixa de apenas sustentar notas e passa a organizar a fala musical.
Escalas, acordes e arpejos ganham função prática dentro da interpretação e do improviso.
O aluno assimila frases, movimentos e recursos para poder combiná-los com intenção.
O violino trabalha acordes, levadas, notas sustentadas e contracantos para dialogar, responder e sustentar dentro do conjunto.
O destino não é copiar Nicolas. É desenvolver recursos para tomar decisões musicais próprias.
“Conheço escalas, mas não sei o que fazer com elas.”
“Consigo ler, mas travo quando preciso criar.”
“Meu arco funciona tecnicamente, mas não tem o ritmo do estilo.”
“Estudo muito e continuo tocando de maneira quadrada.”
“Quero tocar de ouvido, mas não sei por onde começar.”
“Quero improvisar, mas ainda acho que improvisação é um dom.”
“Tenho técnica, mas não tenho vocabulário.”
“Quero participar de rodas e trabalhos, mas não me sinto preparado.”
Algumas ideias equivocadas sobre improvisação e sobre o próprio aprendizado podem estar bloqueando habilidades que podem ser desenvolvidas.
A formação não promete domínio completo nem resultado garantido. Ela abre um caminho de desenvolvimento progressivo.
Uma especialização da Mestraria com Nicolas Krassik.
A Especialização em Violino Brasileiro, criada a partir da metodologia LabViolino, é dedicada exclusivamente ao violino. A formação trabalha interpretação, escuta, ritmo, arcadas, harmonia, acompanhamento e improvisação dentro do choro, samba, forró, bossa nova, MPB e jazz.

“A partitura mostra as notas. A escuta revela como a música se move.”
Fale com a Mestraria pelo WhatsApp para conhecer a Especialização em Violino Brasileiro com Nicolas Krassik e tirar suas dúvidas.
Uma especialização da Mestraria com acompanhamento de Nicolas Krassik.