
Gian Correa
Condução, baixarias, escuta e linguagem do violão de sete cordas.
Conheça o mestreA música brasileira vive nas obras, nas gravações e nas partituras. Mas vive também nos gestos, nos acentos, nas escolhas, nos encontros e nas formas de escutar que passam de um músico para outro.
A Mestraria existe para criar continuidade para esse conhecimento.

Existe conhecimento em uma forma de acompanhar, em uma escolha de articulação, em um balanço, em uma pausa, em um gesto e em uma resposta. Parte desse conhecimento pode ser explicada. Outra parte precisa ser observada, ouvida, praticada e corrigida.
Passe o cursor ou toque em uma palavra para ler o que ela carrega.
A música brasileira sempre foi transmitida por proximidade. Em rodas, ensaios, palcos, gravações, conversas e relações entre gerações. Muitos dos seus saberes mais importantes ainda dependem dessa convivência.
A Mestraria cria uma estrutura para ampliar esse acesso sem retirar o conhecimento de sua fonte.
Organizar um percurso sem transformar a música em uma sequência rígida de conteúdos.
Registrar histórias, critérios, escolhas e processos que poderiam desaparecer.
Permitir que o mestre observe, corrija e oriente o aluno ao longo do tempo.
Fazer com que o conhecimento continue sendo praticado, transformado e transmitido.
Rodas, ensaios, palcos, estúdios e encontros entre músicos não são espaços anteriores ou inferiores à formação. São lugares fundamentais de formação.
O papel da Mestraria não é legitimar esses espaços. Eles já são legítimos. É criar pontes para que mais pessoas possam aprender com o conhecimento construído dentro deles.





A partitura é uma ferramenta importante. Ela registra notas, ritmo e estrutura. Mas não contém integralmente tudo o que faz uma música soar como ela soa.
A formação acontece quando leitura, escuta, prática e contexto passam a trabalhar juntas.
Muita gente aprende música primeiro pelos olhos — a forma da partitura, o desenho no instrumento, a posição dos dedos. Esse caminho organiza parte do estudo, mas a música não acontece como imagem: ela acontece como som. Por isso a Mestraria forma também uma memória sonora, capaz de reconhecer frases, funções e intenções e de orientar a execução em tempo real.
ResultadoApoio parcial, mas incompleto
O aluno lembra o que viu — a posição, o desenho, a escrita —, mas pode não acessar o som, o contexto ou a intenção musical.
ResultadoCompreensão, reação e propriedade
O aluno reconhece o som, entende sua função e acessa uma memória musical capaz de orientar a execução em tempo real.
O mestre da Mestraria é um artista e praticante que construiu uma vida dentro da música. Recebeu de outros músicos, transformou o que aprendeu e continua transmitindo.
Construiu repertório, linguagem e presença dentro da música.
Continua tocando, criando, ensaiando, gravando e aprendendo.
Consegue demonstrar, decompor e criar percursos.
Passa adiante o que recebeu e o que transformou.
Reconhece os músicos, encontros e histórias que formaram sua maneira de tocar.
Ajuda um conhecimento a continuar vivo sem transformá-lo em peça de museu.
Um grande músico não se torna automaticamente um grande professor. A Mestraria trabalha com mestres que conseguem reconhecer o que fazem, demonstrar escolhas, decompor gestos, construir exercícios e identificar onde o aluno está travando.
A Mestraria trabalha ao lado de cada mestre para transformar experiências, repertórios, critérios e saberes intuitivos em um percurso que possa ser acompanhado por outras pessoas.
Compreender sua trajetória, seus critérios e sua maneira de pensar.
Identificar o que ele faz intuitivamente e o que precisa ser nomeado.
Construir uma progressão coerente sem tornar a linguagem rígida.
Transformar conceitos em exercícios, repertório e situações musicais.
Mapear dificuldades que aparecem repetidamente nos alunos.
Observar, corrigir e ajustar o percurso.
Registrar histórias, demonstrações e princípios.
Fazer com que todo conceito volte para o som e para a prática.
O aluno escuta, observa e compreende.
Leva o conteúdo para o instrumento.
Percebe onde a execução ainda não responde.
Leva sua prática para o encontro com o mestre.
O mestre identifica o que precisa mudar.
O aluno volta à prática com nova direção.
O recurso deixa de ser exercício e começa a se tornar linguagem.
O aluno desenvolve propriedade e autonomia.
E o ciclo recomeça — cada volta com mais propriedade e autonomia.
O mestre é artista, praticante, professor, transmissor e elo de uma linhagem. Não é uma figura distante. É alguém que recebeu, transformou e continua transmitindo.
O aprendizado começa pelo som: gravações, interpretações e situações musicais reais. O conceito nasce do som e volta para o som.
Tocar as notas certas não é o mesmo que compreender os códigos de uma linguagem, escutar, responder e participar da música.
A tradição não é limite. É uma fundação para que o músico desenvolva repertório, vocabulário, propriedade e identidade.
A estrutura existe para o conhecimento circular. Não para retirar dele oralidade, espontaneidade, prática e contexto.
Uma tradição permanece viva quando continua sendo praticada, interpretada, questionada, transformada e transmitida.
Continuar uma tradição não é repeti-la exatamente. É permanecer em relação com sua fonte.
A profundidade do estudo não depende de transformar a música em profissão.
Músicos que já tocam, ensinam ou atuam e precisam aprofundar linguagem, repertório, escuta e compreensão do próprio papel dentro da música.
Pessoas que não necessariamente vivem da música, mas escolheram estudá-la com seriedade, presença e continuidade.
Instrumentistas que sentem que tocam tecnicamente, mas ainda não soam como a música que amam.
Formações acompanhadas, com percurso, prática, encontros e correção.
Conheça as especializaçõesCada mestre abre uma porta diferente para a música brasileira.

Condução, baixarias, escuta e linguagem do violão de sete cordas.
Conheça o mestre
Do jazz europeu à música brasileira: arco, sotaque, improvisação e liberdade.
Conheça o mestre
Melodia, fraseado, interpretação e uma voz própria para o bandolim.
Conheça o mestreQueremos construir uma casa em que músicos de trajetória real possam transmitir o que aprenderam, em que alunos possam se aproximar das fontes e em que conhecimentos que dependeram durante décadas da convivência direta encontrem novas formas de circular.
Não para substituir a roda, o palco, o ensaio ou o encontro. Para levar mais pessoas até eles.
A Mestraria existe para que a música brasileira continue sendo aprendida de dentro para fora.
Conheça os mestres, descubra as especializações e acompanhe a construção da Mestraria.
A casa dos mestres da música brasileira.